Preconceito!

By Daniela Silva - janeiro 24, 2017


Um amigo, também deficiente motor e com uma doença semelhante à minha, perguntou se eu tinha escrito algo sobre o preconceito e a verdade é que não. Por isso, eu decidi fazê-lo e, talvez seja a única vez que o faça. Porque não é um tema que goste de falar e só falo do que gosto. E a explicação é simples, acredito na lei da atração, por isso, falar em coisas más como doenças vai atraí-las. Mas adiante, vou então falar da minha opinião sobre o tema.


Como a minha formadora de CP (cidadania e profssionalidade) dizia: pré-
conceito. É o pensamento que temos de inicialmente, antes mesmo de conhecermos. Por exemplo: vamos a uma loja chinesa e somos postos na rua, porque são desconfiados. Depois passam na frente de outra loja e pensam: não vou entrar, porque eles são desconfiados e metem-me outra vez na rua! Esta é a definição de preconceito e desengane-se quem acha que é apenas para determinadas pessoas. Todos somos alvo de preconceito, ou pela cor, ou pela raça, por diferenças sociais, por vivermos num bairro social, porque somos filhos únicos, porque vivemos em tal cidade, porque somos de tal país, porque falamos assim, pela religião, se usamos óculos ou aparelho dentário, se somos gordos ou magros, porque temos uma perna mais curta, porque somos deficientes físicos ou mentais.

E por muitas mais razões estúpidas. Já fui vítima de bullying, já sofri preconceito ao ponto de me perguntarem se a minha doença se pega ou de estar a trabalhar numa CERCI (instituição para pessoas com deficiência mental) e, num dia em que os clientes foram sair, entra a empregada da limpeza no escritório e diz: tu não foste?! Depois de saber que eu não estava em atividades como os outros e de ver o meu crachã de identificação que dizia: estagiária administrativa. Fora isso, os preconceitos que sou alvo, são mais o facto de me verem sozinha na rua ou ir às compras sozinha. Ou de uma pessoa que me disse que eu não posso ver o Sol. Posso, nem que seja da janela. Porque quando o sol nasce é para todos! 

Mas não me preocupo muito com isso, embora seja algo que abomine e odeio na sociedade. Aquilo que tenho em mente, errado ou não, é que Deus fez-nos como pessoas e não pelo que somos fisicamente. Não existe a perfeição absoluta. E mais do que um corpo, conta o que somos no coração. Por isso, antes de termos esses pré-conceitos, porque nós não calçamos os sapatos do outro para sabermos o caminho que percorreu. E para terminar, deixo-vos o vídeo de uma palestra daquela que é considerada a mulher mais feia do mundo. Porque à primeira vista, vemos uma mulher muito magra que parece ter anorexia. Mas é uma doença rara, só existem dois no mundo. Nasceu sem nenhum líquido amniótico e não engorda uma grama. Para se manter viva, alimenta-se com fast food e doces de hora a hora. Mas vejam e ouçam o que diz.

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12 comentários

  1. Fiquei muito emocionada com o vídeo. Por vezes as pessoas criticam, olham de lado, mas nem imaginam o que realmente se passa...
    Beijinhos

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    1. É como digo, nós não calçamos os sapatos do outro nem percorremos o caminho dessa pessoa para julgarmos o que quer que seja. E ela é maravilhosa :)

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  2. Pra mim essas pessoas são completamente ignorantes!
    Todos somos humanos, todos temos direitos e também deveres.
    São pessoas que não olham para o próprio umbigo para ver que ninguém, NINGUÉM, nesse mundo é perfeito!
    Xô preconceito!!!
    Bjus
    Taty
    Na Casa dos Abrantes
    Canal

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    1. Acho que a pior doença que existe é o preconceito ;)

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  3. Infelizmente, as pessoas não sabem respeitar os outros. É algo triste, muito triste!

    http://ummarderecordacoes.blogs.sapo.pt/

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    1. É isso mesmo, uma questão de respeito pelo outro :)

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  4. As pessoas precisam de ser mais conscientes!

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    1. Estamos tão longe disso e, enquanto as pessoas se acharem no direito de julgar o outro, vamos continuar longe!

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  5. Infelizmente ainda existe...demasiado preconceito!!! Bj

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    1. Muito! Mas felizmente não pelas gerações novas, que já vão sendo mais solidárias, mas as mais antigas...vão continuar até ao fim.

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  6. Ainda há muita ignorância...

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