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sexta-feira, janeiro 26, 2018

O que eu escrevi | Não me desiludas, por favor!


Pensas que não reparo, mas as tuas respostas me indicam ciúmes. Eu só finjo não ver, porque tenho medo de que seja só uma ilusão da minha carência, que ainda nem descobri que a tenho. Mas eu reparo. O carinho que me dás. O ouvinte que te tornaste das minhas mágoas. A bengala para que não caia. O lenço de seda que enxuga as minhas lágrimas. As palavras de conforto que dizes. O sorriso que fazes rasgar o meu rosto todos os dias. Tudo mostra a importância que vou tendo na tua vida. Mostra que não sou indiferente. E esses ciúmes, que eu finjo não ver, dão-me a certeza disso. Mas sabes, tu também não me és indiferente. Só que, por enquanto, prefiro não dizer-te nada. Quero estar com a certeza de que não estou carente. Que não estou a confundir uma grande amizade com amor e acabar por estragar tudo e perder-te. Quero ter a certeza, mesmo tendo o pressentimento que és tu o meu príncipe que está a chegar, montado a cavalo branco. Espera por mim. E peço-te: não me desiludas, por favor! 

Daniela Silva

8 comentários:

  1. É mesmo imprescindível fazermos este tipo de reflexão, porque, quando estamos mais frágeis, tendemos a confundir alguns sentimentos.
    Gostei muito!

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  2. Muito bonito e bastante profundo. Adorei. Parabéns...

    Bjos
    Sábado feliz.

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  3. Gosto desta "série" - O que eu escrevi", Daniela !

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  4. Mas ainda existe ciúme numa relação? Mas isso não é uma cena que os corações já não aceitam? Ciúme? Mas qual ciúme?
    .
    * Doce paisagem do teu sorriso, qual azul do Mar *
    .
    Deixando votos de um fim de semana muito feliz
    Boa tarde

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  5. Texto bastante profundo.

    www.paginasempreto.blogspot.com.br

    Beijos

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  6. Gostei e identifiquei-me!
    R.: Obrigada, princesa!

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  7. Bom texto. Como te compreendo.

    Beijocas

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